O Carvão Ativado está em muitos lugares, como, por exemplo, no Carvvo!

Carvão Ativado: tudo o que você precisa saber!

Você já deve ter visto o Carvão Ativado em diversos produtos: sabonetes, máscaras para a pele e, é claro, clareadores dentais, como o Carvvo! Mas, de onde surgiu esse ingrediente? E quais são os benefícios dele? Tudo isso e muito mais você vai descobrir neste texto!


Não há como negar. Ultimamente, parece que o Carvão Ativado está em todos os lugares! Desde nos filtros de água até em clareadores dentais, como o Carvvo, esse produto tem marcado presença.

No entanto, você já deve ter se perguntado o que, exatamente, o Carvão Ativado faz. Ou como ele é fabricado. Ou, até mesmo, onde você pode adquirir o seu.

Tudo isso e muito mais você vai descobrir aqui, neste texto!

Índice

  1. Afinal, o que é Carvão Ativado?
  2. Quais as matérias-primas do Carvão Ativado?
  3. Qual a diferença entre o Carvão Mineral e o Carvão Vegetal?
  4. Como é feito o Carvão Ativado?
  5. Como fazer Carvão Ativado em casa (não faça!)
  6. Mas o que é adsorção?
  7. Para que serve o Carvão Ativado?
  8. Benefícios do Carvão Ativado (de acordo com a Ciência)
  9. Contraindicações do Carvão Ativado
  10. Efeitos Colaterais do Carvão Ativado
  11. O Carvão Ativado faz mal?
  12. Carvão Ativado emagrece?
  13. Enfim, ingerir Carvão Ativado faz mal?
  14. Qual o preço do Carvão Ativado?
  15. Onde comprar Carvão Ativado
  16. Como escovar os dentes com Carvão Ativado
  17. O Carvão Ativado prejudica os dentes?
  18. Como se usa o Carvvo?
  19. Quantas vezes devo usar o Carvvo?

Afinal, o que é o Carvão Ativado?

Em termos um tanto técnicos, o Carvão Ativado é definido como um material carbonáceo (isto é, rico em carbono) de estrutura amorfa (cujos átomos não são dispostos de forma ordenada), caracterizado por ser extremamente poroso e possuir uma imensa área superficial (vamos te explicar melhor sobre isso ao longo do post!).

Basicamente, esse tipo de carvão é um “upgrade” do carvão comum (obtido por meio de um processo chamado de “ativação”), sendo mais puro do que este e mais eficiente para aplicações que não envolvam aquecer a carne do seu churrasco ou a caldeira de uma indústria.

Na verdade, as diferenças entre o Carvão Ativado e o carvão que é utilizado como combustível são expressivas o suficiente para garantir que eles sejam aplicados de formas distintas.

Antes de mais nada, porém, vamos citar alguns usos do carvão comum que são potencializados através da ativação.

Usos do carvão comum que são melhorados (e muito!) pela ativação

Ainda no século XVIII, os cientistas descobriram que o carvão era capaz de ser utilizado como um filtro para substâncias gasosas.

No começo, ninguém entendia muito bem por que isso acontecia, mas o carvão se mostrava, experimento a experimento, como um material eficaz para a remoção de substâncias indesejadas.

Por volta de 1785, o químico russo Johann Lowitz realizou as primeiras filtragens de soluções líquidas utilizando carvão, visando a retirar delas certos pigmentos (descolori-las).

Essas práticas levaram os pesquisadores a extrapolar os usos desse material, empregando-o, por exemplo, para descolorir grãos de açúcar. Você pode conferir um artigo do início do século XX que descreve esse procedimento clicando aqui.

É claro que muitos outros experimentos foram conduzidos com o carvão entre os séculos XVIII e XX, como o que constatou sua capacidade de prevenir envenenamentos.

(Inclusive, até hoje, uma das principais aplicações do Carvão Ativado é justamente a prevenção de intoxicações, como falaremos em mais detalhes nas seções seguintes!)

Acontece que o carvão comum, apesar de poder ser usado com sucesso para remover substâncias indesejadas, não é tão eficiente quanto poderia.

Com o passar das décadas, os pesquisadores buscaram formas de magnificar as propriedades desse material que o permitiam agir como um agente de filtração e desintoxicação, e foi dessa maneira que o processo de ativação nasceu!

Em outras palavras, o Carvão Ativado foi criado com o objetivo de servir como um produto ainda mais eficaz quando o assunto é a retirada de impurezas.

E isso só é possível porque esse novo material possui uma porosidade mais desenvolvida, apresentando mais espaços para interagir com as moléculas das substâncias que devem ser retiradas.

Outro ótimo motivo para utilizar Carvão Ativado na hora de remover corantes, impurezas ou toxinas!

O outro motivo para ativar seu carvão antes de o utilizar em filtros ou remédios (ou para escovar os seus dentes!) tem a ver com a composição desse material.

De fato, independentemente de sua origem (vegetal ou mineral), o carvão normal pode vir contaminado com espécies químicas perigosas, como você verá mais adiante. E esses contaminantes só deixam a estrutura do carvão caso ele passe pela ativação.

Deste modo, há riscos consideráveis associados à utilização indiscriminada do carvão não-ativado, que você absolutamente deve evitar.

Agora que você já conhece um pouco melhor os usos do Carvão Ativado (e suas diferenças em relação ao carvão comum), descubra quais as melhores matérias-primas para prepará-lo!

OBS.: Não é qualquer tipo de carvão que pode ser ativado, como já vamos te mostrar!

As matérias-primas do Carvão Ativado

De um modo geral, é dito que praticamente qualquer material rico em carbono pode se converter em Carvão Ativado.

Ou seja, esse produto é obtenível tanto a partir de fontes vegetais quanto minerais ou, mesmo, animais (é importante ressaltar que a Carvvo é absolutamente contrária ao uso de animais para a fabricação de Carvão Ativado ou de qualquer outra coisa).

A escolha da matéria-prima estará essencialmente atrelada à utilização pretendida para o Carvão Ativado final, pois, a depender de sua origem, esse ingrediente terá propriedades um tanto diferentes.

Como há uma porcentagem variável de outros átomos (como oxigênio, nitrogênio ou enxofre) nas estruturas dos materiais carbonáceos que lhe dão origem, a superfície do Carvão Ativado produzido tende a ter certas peculiaridades.

Como outros átomos presentes na estrutura do carvão interferem em suas propriedades

Mais especificamente, a afinidade do Carvão Ativado por certas substâncias é afetada pelas características químicas dos heteroátomos (os “outros átomos” que mencionamos) que ele “herda” de sua matéria-prima em maiores quantidades.

Por exemplo, um estudo de 2005, que se propôs a avaliar a influência dos heteroátomos na eficiência do Carvão Ativado para a retirada de íons de chumbo, indicou que os átomos de oxigênio contribuíam para melhorar o desempenho dessa filtração.

Por outro lado, a presença de taxas mais elevadas de oxigênio pode reduzir a capacidade do produto de remover compostos que possuam uma afinidade natural maior pelo carbono “isolado” ou por heteroátomos diferentes.

Esse fenômeno foi observado num artigo publicado em 2002, no qual Carvões Ativados obtidos a partir de matérias-primas distintas tiveram seu desempenho avaliado comparativamente para a retirada de certo ácido orgânico.

Conforme os resultados da pesquisa, quanto mais átomos de oxigênio o Carvão Ativado possuir, menor será a sua capacidade de remover o referido ácido.

Mais adiante, explicaremos exatamente como o Carvão Ativado consegue retirar tão bem diversas impurezas.

Trataremos também de métodos que costumam ser utilizados para potencializar esse fenômeno.

Mas, por enquanto, vamos continuar falando de como o Carvão Ativado é produzido! Confira a seguir quais materiais ricos em carbono não servem para prepará-lo.

Quais tipos de carvão você NÃO deve usar na hora de preparar um Carvão Ativado (e quais você deve!)

Por definição, o Carvão Ativado é caracterizado como um sólido “amorfo”. Em outras palavras, os átomos desse material não possuem uma orientação definida, fazendo que sua estrutura pareça “desorganizada”.

A título de comparação, trouxemos para você imagens representativas da estrutura do grafite (organizada em camadas) e da de um Carvão Ativado:

Figura representativa das diferenças estruturais entre o grafite e o Carvão Ativado. Fonte: Menéndez-Díaz e Martín-Gullón.

Como podemos ver, o grafite é muito mais “arrumadinho”, e isso já nos dá uma boa dica sobre quais materiais não podem ser ativados!

Com efeito, o segredo da ativação do carvão é o fato de que esse processo:

  1. Aumenta os poros do material de origem e;
  2. Cria novos poros através da remoção de impurezas que estejam obstruindo o carvão ou sua matéria-prima.

Ou seja, é necessário que a nossa fonte de carbono tenha (ou possa vir a ter) poros em sua estrutura! E isso é algo que carvões em forma de grafite não possuem, pois eles são organizadinhos em camadas!

De acordo com os cientistas e engenheiros, a matéria-prima para a produção de Carvão Ativado precisa ser não-grafítica e não-grafitizável (isto é, não possa se converter em grafite após um processo de aquecimento!).

Assim, torna-se possível garantir tanto que você não estará partindo de um material “arrumadinho” e sem poros nem que o seu carvão acabe se organizando em grafite no meio da ativação! Caso contrário, o seu produto final vai servir mais para fazer um lápis ou coisa do tipo.

Agora que você já sabe que o Carvão Ativado precisa ser fabricado com materiais não-grafíticos ou não-grafitizáveis, confira alguns exemplos de matérias-primas que, com certeza, vão funcionar:

Fontes Vegetais e Minerais que podem virar Carvão Ativado

  1. Casca de coco (como a que utilizamos para fazer o Carvão Ativado do Carvvo!);
  2. Madeiras diversas;
  3. Casca de arroz;
  4. Casca de dendê;
  5. Vários tipos de carvão mineral e seus derivados (antracito, betume etc.).

A essa altura, possivelmente você já deve ter se perguntado: “Tá, mas, qual a diferença exata entre o carvão mineral e o carvão vegetal? E no que isso interfere nas propriedades do Carvão Ativado?”

É o que vamos te contar a seguir!

Qual a diferença entre o Carvão Mineral e o Carvão Vegetal?

Verdade seja dita, fora o fato de ambos serem estruturas ricas em carbono que podem ser queimadas (e transformadas em Carvão Ativado), as semelhanças entre eles não são tantas assim.

Em primeiro lugar, você precisa saber que os métodos de obtenção desses carvões são completamente diferentes.

Ainda por cima, o carvão mineral vem contaminado com espécies inorgânicas particularmente perigosas, como metais pesados (não que o carvão vegetal não tenha seus riscos, como vamos contar em breve!).

Confira a “ficha técnica” de ambos os tipos de carvão e descubra as suas diferenças!

Carvão Mineral

O carvão mineral, apesar de não ser classificado como um “mineral” propriamente dito, provavelmente recebe esse nome devido ao fato de ser um tipo de rocha e de vir “contaminado” com minerais.

Os minerais podem ser definidos como espécies inorgânicas com composição química definida que apresentam um ordenamento de seus átomos.

Deste modo, pode-se depreender que, caso o carvão mineral realmente “merecesse” seu nome, ele não seria transformável em Carvão Ativado!

Um detalhe importantíssimo sobre esse carvão é que ele leva milhões de anos para ser produzido na natureza!

Seu processo de formação ocorre da seguinte maneira:

Como o Carvão Mineral é formado na natureza

Segundo um portal especializado da Universidade de São Paulo, o carvão mineral surgiu a partir de troncos, raízes, galhos e folhas de árvores que cresceram há mais de 200 milhões de anos em pântanos rasos.

À medida que essas árvores iam morrendo, seus resíduos se depositavam no fundo do lodo e iam se acumulando.

Com o tempo, a pressão da terra sobre esses dejetos cresceu, e novas camadas foram sendo adicionadas à base vegetal.

A questão é que, como os solos já contêm minerais naturalmente, essas espécies também se misturaram com a massa de resíduos, conferindo à rocha sedimentar final um conteúdo expressivo desses materiais.

Para você ter uma ideia, a depender da amostra de carvão, o conteúdo de minerais pode chegar a cerca de 50% do volume da rocha.

Entretanto, caso essa porcentagem se torne maior, a estrutura passará a não poder mais ser considerada um “carvão”.

Em resumo, o carvão mineral não é um mineral, mas uma rocha composta em grande parte por carbono e, em menor quantidade, por átomos de outros elementos, como ferro, cálcio, oxigênio e enxofre.

Ademais, como dissemos no início desta seção, algumas dessas espécies “extras” que vêm com o carvão mineral são metais pesados.

É por conta disso que especialistas têm expressado seu receio quanto à queima desse tipo de material, pois ela pode liberar espécies perigosas na atmosfera.

Também devemos nos lembrar de que, como o carvão mineral é uma rocha, ele é retirado da natureza por meio da mineração.

E esse procedimento traz sérios riscos à saúde dos mineiros, que podem se contaminar com materiais cancerígenos muito facilmente.

Após descobrir todas essas informações sobre o carvão mineral, já dá para entender por que muita gente é total ou parcialmente contra o seu uso, não é?

Curiosidade: a polêmica do Carvão Mineral no Rio Grande do Sul

Um deputado gaúcho propôs, em 2019, um Projeto de Lei que propunha a proibição da concessão de licenças ambientais para que o carvão mineral fosse extraído ou explorado.

Dentre os argumentos citados pelo parlamentar está o fato de o carvão mineral ser um recurso não-renovável (pois leva milhões de anos para se formar!) e muito poluente, o que o coloca na contramão das tendências mais ambientalmente responsáveis que estão sendo adotadas no Brasil.

Outra justificativa foi a baixa qualidade do carvão mineral brasileira, aliada à crescente mecanização do setor, que afasta a mão-de-obra menos qualificada e reduz os impactos sociais positivos que poderiam acompanhar a atividade mineradora.

Não sabemos se esse projeto será ou não aprovado. Contudo, ele é um forte indicativo de que os processos e produtos envolvendo o carvão mineral no Brasil passarão a ser gradualmente substituídos por alternativas mais sustentáveis.

Agora que você já conhece o carvão mineral um pouco melhor, chegou o momento de falarmos sobre o carvão vegetal. Confira!

Carvão Vegetal

Ao contrário do carvão mineral, o vegetal é considerado um recurso renovável. Isso se deve ao processo de obtenção deste produto, que não leva milhões de anos para se formar (pelo contrário, você pode arranjar esse tipo de carvão em questão de dias!).

O quão ambientalmente favorável a obtenção do carvão vegetal é depende de diversos fatores envolvidos em sua fabricação. Por um lado, é verdade que o risco de contaminação da atmosfera por íons perigosos (como os de chumbo, presentes no carvão mineral) é menor.

Por exemplo, na tabela a seguir, você pode conferir a composição química (excluindo as quantidades de carbono) de uma amostra de carvão obtida a partir de madeira. Observe que não há espécies contendo mercúrio (Hg), cádmio (Cd) ou chumbo (Pb):

Composição química de um carvão vegetal obtido a partir de madeira.
A tabela mostra a composição química de um carvão vegetal produzido a partir de madeira. Fonte: Laosombatthawee et al. (2015).

Os riscos atrelados à queima do carvão mineral, que contém uma variedade de espécies químicas radioativas, são tão grandes que, de acordo com os pesquisadores, podem superar os apresentados por uma usina nuclear.

Contudo, existem argumentos contrários à substituição do carvão mineral pelo vegetal. Eles se devem às evidências de que a queima de carvão vegetal produza quantidades maiores de dióxido de carbono do que o uso de fontes fósseis de energia, implicando uma piora proporcionalmente maior do chamado “efeito estufa” e, por conseguinte, do aquecimento global.

Gráfico comparativo demonstrando que as emissões de carbono oriundas da queima do carvão vegetal são maiores.
Se formos analisar somente as emissões de dióxido de carbono (desconsiderando medidas de compensação), o carvão vegetal de fato poderá ser considerado mais poluente. Fonte: Climate Interactive.

Por outro lado, os apoiadores da utilização de resíduos vegetais para a síntese de carvão argumentam que, caso sejam tomadas as precauções necessárias, essa poluição atmosférica será eventualmente compensada.

Considerações adicionais sobre o potencial poluente do carvão mineral e do carvão vegetal

É sempre importante lembrarmos que a etapa de aquisição de cada tipo de carvão também deve ser considerada quando da análise de seus eventuais impactos sobre o meio ambiente.

A obtenção de carvão mineral acarreta, como já dissemos, um aumento nos níveis de contaminantes presentes nos arredores das minas.

Segundo um estudo publicado em 2017, a atividade mineradora de carvão implica o lançamento das espécies radioativas Urânio e Polônio nos solos, que podem ser absorvidas por plantações e gerar um ciclo vicioso de contaminação.

Por fim, vamos te explicar agora um pouco sobre as substâncias mais perigosas que podem ser emitidas na queima em si do carvão.

É sabido que esse material pode apresentar uma estrutura propensa à formação de compostos conhecidos como “Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos” (HPAs), que são um conjunto de espécies orgânicas que podem ter um efeito cancerígeno sobre o organismo.

A propensão de um carvão a gerar esses compostos durante sua queima dependerá, a rigor, tanto de sua origem quanto da temperatura máxima na qual ele foi fabricado.

Quanto ao carvão mineral, sua utilização parece sempre vir acompanhada da emissão desses poluentes cancerígenos.

Ademais, esse tipo de carvão pode estar relacionado a níveis mais expressivos de lançamento dessas moléculas na atmosfera do que o carvão vegetal.

Entretanto, conforme o observado pelos cientistas, a propensão de um carvão preparado a partir de resíduos vegetais a liberar os HPAs tende a variar.

Isto significa que há matérias-primas vegetais mais seguras do que outras. Em particular, as que possuem um maior teor de carbono mostram-se relacionadas a índices mais baixos de liberação de HPAs.

Na seção seguinte, trataremos da influência da temperatura de fabricação na segurança do carvão vegetal!

A importância da temperatura de produção na segurança do carvão vegetal

O papel desempenhado pela temperatura à qual o carvão vegetal é produzido, no que diz respeito à predisposição deste a lançar HPAs na atmosfera, é bastante expressivo.

Conforme o demonstrado numa publicação de 2016, quanto maior a temperatura de produção do carvão, menor será a quantidade de HPAs que ele liberará durante sua queima.

A mesma publicação também indica que pré-aquecer o material (até que ele “brilhe” por completo) antes de utilizá-lo para o cozimento também auxilia no controle das taxas de hidrocarbonetos aromáticos (pois eles deixarão a estrutura carbonácea antes de entrar em contato com os alimentos).

De forma resumida, um carvão vegetal mais seguro para o uso como combustível será aquele que:

  1. For preparado a partir de fontes riquíssimas em carbono;
  2. For produzido a temperaturas iguais ou superiores a 750°C;
  3. Passar por uma etapa de pré-aquecimento antes de ser utilizado, por exemplo, como combustível de uma churrasqueira.

Essas verificações nos permitem avaliar a qualidade dos carvões industrialmente produzidos. Uma equipe de pesquisadores da Indonésia conseguiu fabricar, para aplicações na Engenharia, um carvão vegetal a partir de casca de coco com mais de 90% de carbono a 900°C.

Com base nos critérios que já vimos, podemos considerar que esse carvão poderia ser utilizado, com segurança, para fazer um churrasco!

Para finalizar esta seção sobre o carvão vegetal, vamos te explicar como ele costuma ser obtido e quais precauções podem ser tomadas para que seu ciclo produtivo se torne mais sustentável.

Como é feito o carvão vegetal

Você sabia que o Brasil é o país que mais fabrica carvão vegetal no mundo? Em 2015, nossa produção correspondeu a 12% do total mundial!

De acordo com o Prof. Alessandro Fontes, da Universidade de Viçosa, esse produto, apesar dos desafios ambientais que acompanham sua síntese e seu uso, apresenta uma grande importância socioeconômica para a população brasileira.

Entretanto, é sabido que, em todo o globo, melhorias na etapa de fabricação desse tipo de carvão tem sido propostas e demandadas, visando a reduzir seus impactos negativos sobre a natureza e a saúde das comunidades.

Entenda agora como o carvão vegetal é produzido e descubra algumas otimizações desse processo que já têm sido levantadas ou aplicadas!

A forma de produção convencional do carvão vegetal

Tradicionalmente, o carvão vegetal é fabricado em fornos, nos quais os resíduos de origem são aquecidos a temperaturas bastante elevadas.

Ao longo desse aquecimento, ocorre um fenômeno conhecido como “carbonização” da matéria-prima, no qual as substâncias orgânicas desta são decompostas em frações mais ricas em carbono ou formadas apenas por átomos deste elemento.

E uma das maneiras de se processar essa carbonização é por meio da pirólise (do grego pyrós, “fogo”, e lýsis, “dissolução) dos materiais de origem vegetal.

Mas, o que é “Pirólise”?

Conforme o explicado no livro “Biomass Gasification, Pyrolysis and Torrefaction – Practical Design and Theory“, a pirólise é definida como a “decomposição termoquímica de biomassa ou suprimentos similares em uma variedade de produtos úteis”.

Essa decomposição termoquímica dá-se na ausência de oxigênio ou sob taxas limitadas deste gás, de modo a evitar que a gaseificação da matéria-prima aconteça em ampla escala.

Na prática, o resíduo vegetal é aquecido até o ponto em que as ligações químicas de suas moléculas maiores se rompem, fazendo que elas se convertam a espécies mais simples.

Algumas dessas espécies, por serem gasosas (como o dióxido de carbono, que é um “gás-estufa“), deixam a estrutura do material. Ao mesmo tempo, a própria elevação gradual de temperatura já provoca a saída de compostos mais voláteis, e da umidade presente na matéria-prima.

De forma resumida, as condições de processamento da pirólise de resíduos vegetais costumam ser:

  1. Duração: dias;
  2. Velocidade de aquecimento: lenta;
  3. Temperatura final: acima de 400°C. Mas, por questões de segurança, o ideal é que seja superior a 750°C;
  4. Principal produto obtido: carvão vegetal.

Observações Interessantes sobre a Pirólise

Alguns autores, como o do livro que citamos anteriormente, consideram a carbonização uma forma de pirólise.

Já outros consideram o fato de que ela pode ser alcançada por pirólise ou por outros meios, como a “carbonização hidrotermal” a depender do processo industrial ao qual a matéria-prima é submetida e de características intrínsecas a esta.

O importante mesmo é entender em linhas gerais o fenômeno de degradação térmica!

Você também deve saber que, ao fim de todo esse processo, são formados gases, óleos (frações líquidas ricas em carbono) e, é claro, o tão esperado carvão vegetal!

Cada um desses produtos pode ser aproveitado como combustível. Por exemplo, o óleo adquirido a partir da pirólise de casca de coco tem sido utilizado como uma alternativa a derivados de petróleo por conta de sua menor quantidade de enxofre.

Já os gases oriundos da pirólise podem ser subsequentemente queimados para gerar energia, aumentando a eficácia da cadeia produtiva.

O grande problema, a princípio, é que, como você já percebeu, o carvão vegetal emite gases poluentes tanto durante sua produção quanto quando do seu uso.

E é por isso que um debate tem ganhado força dentro do mundo científico!

No fim das contas, qual carvão é melhor para o meio ambiente? O mineral ou o vegetal?

Será que podemos mesmo dizer que o carvão vegetal é um recurso mais ecológico do que o mineral? Essa pergunta tem deixado muitos pesquisadores de cabelo em pé!

Apesar de não liberar os metais perigosíssimos que fazem parte do carvão mineral e de poder trazer um risco extremamente menor de contaminação por HPAs, o carvão vegetal tem outros inconvenientes que não podem ser ignorados.

Primeiramente, como sinalizamos há diversos parágrafos, há a questão do conteúdo de carbono de cada tipo de carvão.

No caso, a queima do carvão vegetal seria responsável por emitir uma quantidade muito maior de dióxido de carbono, contribuindo de forma mais significativa para o aumento do efeito estufa.

O outro ponto controverso levantado pelos especialistas diz respeito à própria origem desse carvão. Muitos têm expressado seu receio frente à contribuição da síntese desse produto para o desmatamento e para uma consequente perda na biodiversidade de florestas.

Em particular, esse fenômeno tem sido descrito em países tropicais menos desenvolvidos como o Brasil, nos quais medidas de sustentabilidade não costumam ser tomadas.

Por fim, faz-se necessário alertar que, mesmo em casos nos quais a madeira utilizada para produzir carvão é reflorestada, isso não garante que o processo como um todo será sustentável.

As controvérsias do reflorestamento

Pode parecer contraintuitivo, mas um reflorestamento conduzido de forma inadequada pode implicar uma redução da biodiversidade.

Já foi verificado que, por vezes, locais escolhidos para a plantação de árvores não são bem caracterizados. Ou seja, não é feita uma análise precisa das características da flora regional, que acaba sendo substituída por espécies que não necessariamente combinam com os tipos de solo e de clima do lugar.

Essa “recuperação” irresponsável de áreas verdes pode provocar alterações severas no ambiente, tornando-o inóspito para animais que, antes, faziam dele seu habitat.

E isso não é tudo. Segundo alguns defensores do carvão vegetal de madeira reflorestada, o crescimento de novas árvores seria capaz de compensar as emissões de dióxido de carbono, que é uma peça-chave do metabolismo de plantas.

Todavia, essa ideia também não se sustenta a priori, pois a velocidade com que as árvores replantadas se desenvolveriam não acompanharia o ritmo da liberação de gases-estufa no curto prazo.

Portanto, ficamos com o seguinte cenário para os carvões:

  1. O carvão mineral pode poluir de forma drástica os solos por conta de sua fração de metais cancerígenos;
  2. A queima do carvão mineral pode lançar esses metais e diversos HPAs na atmosfera;
  3. O carvão vegetal, mesmo que emita menos HPAs, contribui mais para o aquecimento global ao liberar dióxido de carbono em maiores quantidades;
  4. Medidas de reflorestamento para compensar as emissões de dióxido de carbono podem fazer mais mal do que bem ao meio ambiente e não surtir efeito num intervalo de tempo aceitável.

Embora essa situação pareça não ter uma saída clara, os pesquisadores continuam empenhados em encontrar uma forma mais ecológica de produzir carvão.

Veja a seguir algumas das alternativas que estão sendo propostas para tornar a síntese de carvão vegetal mais ambientalmente favorável!

Alternativas que podem tornar a fabricação de carvão vegetal mais sustentável

Em 2017, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura publicou um documento intitulado “A Transição do Carvão“.

No texto, são apresentadas intervenções na cadeia produtiva do carvão vegetal que podem servir para mitigar seu potencial poluente, tais como:

  1. A adoção de práticas mais efetivas de gerenciamento de florestas;
  2. Uma priorização de fontes mais sustentáveis de matéria vegetal, como resíduos advindos da atividade agrícola;
  3. Um maior aproveitamento da poeira de carvão;
  4. A otimização das operações dos fornos e a construção de fornos mais ecológicos;
  5. Um consumo menor de combustíveis fósseis durante o transporte do carvão, dentre outras medidas.

Estima-se que intervenções como essas sejam capazes de, em conjunto, reduzir as emissões de gases-estufa decorrentes do ciclo do carvão vegetal em até 86%! Bem melhor, não?

Um estudo realizado na primeira década dos anos 2000, no qual foi avaliado o desempenho de uma unidade de produção de carvão mais ecológica, relatou que a liberação de gases poluentes conseguiu ser 75% menor.

As vantagens destacadas pelos autores do artigo foram o fato de a matéria-prima ter sido extraída de florestas submetidas a uma gestão sustentável e as otimizações que foram aplicadas no projeto dos fornos.

Outra estratégia que tem sido difundida para uma síntese mais ambientalmente favorável do carvão vegetal é o uso de matérias-primas que não sejam madeiras.

Ao empregar outras classes de partes vegetais, como cascas de frutas, o fabricante não precisará cortar árvores para produzir o carvão, o que contribuirá para evitar o desmatamento.

A prevenção do desmatamento, por sua vez, acarretará tanto a preservação da biodiversidade quanto uma maior disponibilidade de árvores para retirar gases-estufa da atmosfera.

Resumo das Diferenças entre o Carvão Mineral e o Carvão Vegetal

Por fim, confira na tabela abaixo um resumo das diferenças entre o Carvão Mineral e o Vegetal:

Confira algumas das principais diferenças entre o carvão mineral e o carvão vegetal

Como é feito o Carvão Ativado?

O Carvão Ativado é feito a partir de um processo industrial conhecido como “ativação”. Esse processo, que pode ser conduzido por via térmica ou química, serve para conferir mais poros ao material carbonáceo de origem e, também, desenvolver os poros preexistentes.

Antes de entrarmos numa discussão aprofundada sobre a ativação, é interessante relembrarmos os benefícios que ela traz para o produto final!

Qual a vantagem de se Ativar o Carvão?

A principal vantagem da ativação é que ela permite que se obtenha um sólido final com características otimizadas para determinados usos.

Nas primeiras seções deste texto, foram descritas as propriedades do carvão comum que lhe renderam certas aplicações de interesse industrial, como a descoloração do açúcar.

No entanto, os usos do carvão comum para além da geração de energia (e da produção de aço, que não chegou a ser citada) são limitados por alguns fatores:

  1. O carvão comum não possui uma porosidade tão desenvolvida, como explicaremos melhor mais adiante. Isso quer dizer que ele possui menos espaço disponível para a retirada de impurezas;
  2. O carvão não-ativado também pode vir contaminado com espécies químicas indesejadas, o que o torna potencialmente inseguro para usos que envolvam filtragens ou desintoxicações, dentre outros.

Além disso, o carvão comum não é indicado para a higienização dental por conta do tamanho dos seus grãos e do formato extremamente irregular de suas partículas, que lhe rendem uma abrasividade elevada.

Contudo, é sabido que muitas das formulações de dentifrícios da Antiguidade incluíam esse ingrediente como agente removedor de manchas.

E, até hoje, diversas populações da Ásia e da África seguem escovando seus dentes com carvão não-ativado, o que pode ser um grande perigo em longo prazo!

Acontece que todo produto de higiene bucal precisa atender a certos critérios de segurança para evitar que ele termine por causar danos aos dentes ou à gengiva, como vamos explicar brevemente a seguir.

Um pouco sobre a abrasividade dos dentifrícios em geral

Conforme observações empíricas registradas no famoso artigo do Cirurgião-Dentista Dr. Jaime Cury, os dentifrícios (pós ou cremes utilizados para a limpeza dos dentes) servem, em essência, para remover as manchas que se depositam na superfície do esmalte.

Enquanto que a placa bacteriana pode ser controlada com sucesso mediante uma escovação cuidadosa, as substâncias que amarelam os dentes não são tão simples de retirar.

Em suma, para que ocorra uma melhora estética da aparência dos dentes, faz-se necessária a utilização de agentes capazes de, por meio do atrito, desprender as moléculas de pigmento que ficam aderidas ao esmalte. E esses agentes são os abrasivos!

O problema é que os abrasivos são uma espécie de “faca de dois gumes”. Por um lado, eles precisam ser potentes o bastante para conseguir remover as manchas com eficiência!

Mas, por outro lado, caso um material seja abrasivo demais, ele poderá acabar retirando parte do revestimento dentário junto com os pigmentos.

Essa fenômeno, por sua vez, pode levar a uma exposição maior da dentina a estímulos térmicos e mecânicos, gerando um quadro de sensibilidade.

Como se não bastasse, uma dentina mais exposta também é mais suscetível ao ataque de bactérias, o que faz que a abrasividade de um dentifrício se torne um assunto que requer a máxima atenção dos Dentistas e da população em geral.

Os fatores que determinam a abrasividade de um produto são:

  1. Sua dureza (isto é, sua resistência a ser riscado por outro material);
  2. A forma de suas partículas (partículas mais irregulares apresentam “pontas” que aumentam sua capacidade de riscar outros materiais);
  3. O tamanho de suas partículas (quanto menores elas forem, menos duras elas tenderão a ser. Uma possível explicação para isso seria dada por uma maior “fragilidade” dessas partículas, que se degradariam com o impacto de seu uso).

A abrasividade do carvão comum (e a do Carvão Ativado!)

A essa altura, você já deve estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com a necessidade de o carvão ser ativado. Pois chegou a hora de explicarmos!

O carvão convencional costuma ser comercializado em forma de blocos chamados “briquetes”. Isso quer dizer que, quando alguém decide escovar os dentes com esse tipo de carvão, essa pessoa precisa primeiro moer os briquetes até que eles se desfaçam em grãos.

Diferentemente do Carvão Ativado, o carvão comum costuma ser vendido em briquetes e é utilizado como combustível!
Alguns briquetes de carvão. Imagina alguém tentando moê-los antes de escovar os dentes!

Esse procedimento será, necessariamente, feito de forma artesanal. Em outras palavras, quando alguém tenta quebrar os briquetes e transformá-los em grãos menores ou num pó com a finalidade de higienizar seu esmalte, não há qualquer garantia de que as partículas do produto terão o tamanho e a forma adequados para torná-lo seguro.

De forma resumida, o carvão não-ativado não deve ser utilizado como dentifrício porque ele não passa por nenhum processo industrial capaz de assegurar que sua abrasividade estará dentro dos limites de segurança exigidos pelos Dentistas.

Ademais, o carvão comum possui uma capacidade de remover manchas muito inferior à do Carvão Ativado, dado que seus poros não são tão desenvolvidos.

Essas informações, somadas ao fato de que o carvão comum pode vir contaminado com espécies químicas perigosas, comprovam que o lugar dele, definitivamente, não é em produtos de higiene bucal!

E é aí que entra a ativação! Através dos procedimentos que vamos em breve te explicar, o Carvão Ativado consegue ter características que o tornam seguro e eficaz como dentifrício, como as listadas abaixo.

Características do Carvão Ativado que o tornam seguro e eficaz como dentifrício

O que faz o Carvão Ativado ser, ao contrário do carvão comum, um produto de higiene bucal promissor, é o fato de ele ter:

  1. Uma abrasividade altamente ajustável. Como a ativação envolve etapas de moagem e de modelagem do carvão, o formato e o tamanho dos grãos finais vai depender essencialmente da utilização pretendida para o produto! É por isso que denitfrícios como o Carvvo conseguem ter um índice de abrasividade considerado seguro para os dentes!
  2. Mais poros (e poros melhores)! Como vamos discutir mais à frente, ter uma porosidade mais desenvolvida é o que faz do Carvão Ativado um removedor de impurezas muito mais eficiente do que o carvão comum;
  3. Uma estrutura livre dos compostos perigosos presentes no carvão comum, pois eles são retirados durante a ativação!

Diante dessas informações, você já deve estar com uma ideia bem clara de para que serve a ativação do carvão, certo? Vamos formalizar esse conteúdo no resumo abaixo!

Resumo – os objetivos práticos da Ativação do Carvão

De acordo com uma publicação científica de 2012, a ativação do carvão tem por principal objetivo aumentar o diâmetro dos poros do carvão e criar novos poros.

Como a capacidade do Carvão Ativado de remover impurezas está diretamente relacionada com a sua porosidade, a ativação visa a retirar do material carbonáceo substâncias que possam estar obstruindo seus poros, “abrindo” espaço para que, futuramente, novas moléculas sejam aderidas ao produto.

Sem mais demora, finalmente vamos te contar o que é a ativação e como ela é feita!

O que é e como é feita a ativação do carvão

A ativação é um processo industrial conduzido com o objetivo de potencializar um fenômeno que ocorre na superfície do carvão: a adsorção.

Explicaremos a adsorção em mais detalhes na seção seguinte.

Por enquanto, você só precisa saber que ela é um fenômeno de superfície caracterizado por interações entre as partículas do material que está sendo adsorvido (o “adsorbato”) e do material adsorvedor (e que essas interações deixam um “grudadinho” no outro!).

A ativação do carvão pode ser feita de duas maneiras principais: o Método Térmico e o Químico. Cada um tem suas vantagens e desvantagens, como você já vai descobrir!

Ativação Térmica ou Ativação por Vapor

A ativação térmica é a forma mais barata e ambientalmente favorável de se obter o Carvão Ativado. Este método é bastante popular e versátil e pode ser aplicado a diversos tipos de matéria-prima carbonácea.

Essa forma de ativação ocorre em duas etapas consecutivas. Primeiro, o material é submetido a uma carbonização, a temperaturas que variam entre 400 e 850°C, a fim de permitir que compostos voláteis, como a água e certos hidrocarbonetos, deixem sua estrutura.

A carbonização é responsável por esvaziar os poros que a matéria-prima já possuía e que estavam sendo obstruídos pelas substâncias voláteis. Contudo, tais poros ainda são muito pequenos e ineficientes, e é aí que entra a segunda etapa desse processo!

No segundo estágio, que é a ativação propriamente dita, o resíduo carbonizado é exposto a um fluxo gasoso oxidante, em geral composto por vapor d’água ou dióxido de carbono.

As espécies químicas desse fluxo gasoso reagem com parte da estrutura do material carbonáceo, fazendo que o resíduo passe a ter mais poros e que seus poros originais sejam alargados.

A intenção por trás do desenvolvimento da porosidade do Carvão Ativado é justamente lhe conferir mais espaço para “guardar” as substâncias adsorvidas. E é por isso que esse segundo estágio é tão importante!

O carvão comum apresenta poros muito pequenos. Já o Carvão Ativado possui poros muito maiores e, assim, sua capacidade de adsorção é mais eficiente.
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Ao fim de todo esse procedimento, pedaços muito pequenos de Carvão Ativado são sintetizados. Tais pedaços podem ser facilmente triturados ou pulverizados, a depender do destino final do produto!

Faz-se importantíssimo acrescentar que o Carvão Ativado do Carvvo é sintetizado a partir de um resíduo vegetal, a casca do coco, e é ativado termicamente (e devidamente pulverizado para garantir que sua abrasividade será 100% segura para os dentes!).

Agora que você já conhece a ativação térmica, veja como acontece a ativação química!

Ativação Química

O método químico, por sua vez, é muito empregado para preparar Carvões Ativados a partir de pó de serragem, madeira, cascas de nozes ou turfa (material de origem vegetal parcialmente decomposto).

As principais diferenças desse método para o térmico são:

  1. A ativação química é feita em uma só etapa;
  2. Essa etapa envolve a mistura da matéria-prima com substâncias específicas, que recebem o nome de “agentes ativantes”.

Os agentes ativantes são sais, ácidos ou bases inorgânicos acrescentados com o objetivo de inchar o resíduo carbonáceo e abrir sua estrutura, além de permitir que a carbonização e a oxidação do material deem-se ao mesmo tempo.

A presença dos sais ou ácidos ou bases auxilia no preparo do produto, impedindo que ele “encolha” durante o tratamento.

Além disso, esses compostos são responsáveis por fazer que a ativação seja realizada a temperaturas menos elevadas, reduzindo o aquecimento necessário para a aquisição do Carvão Ativado final.

E essa é a primeira vantagem da ativação química em relação ao método térmico. O segundo ponto positivo da via química é o fato de que ela promove um desenvolvimento mais controlado dos poros do material.

Entretanto, certos aspectos negativos da ativação química fazem muitos fabricantes (como a gente aqui da Carvvo!) preferirem a ativação térmica!

O método químico, por envolver o uso de substâncias potencialmente indesejadas, exige que uma lavagem do Carvão Ativado seja conduzida após seu preparo, para evitar que este mantenha uma porcentagem significativa desses compostos.

Tal lavagem é uma operação demorada e custosa, o que torna a ativação química uma alternativa menos interessante sob o viés econômico.

Como se não bastasse, também não há garantia de que o Carvão Quimicamente Ativado vai ser tão puro quanto o ativado pela rota térmica. E isso seria devido à presença de taxas residuais dos agentes ativantes.

Em resumo:

  1. A ativação química acontece em uma etapa só, pode ser feita a temperaturas mais baixas e acarreta um maior controle da porosidade do Carvão Ativado;
  2. A ativação térmica é mais barata, não envolve o uso de compostos mais perigosos e é mais sustentável.

Como fazer Carvão Ativado em Casa

Há muitos tutoriais na Internet sobre como você pode produzir Carvão Ativado de forma caseira. Você só precisa, a rigor, escolher um material carbonáceo adequado e possuir espaço o bastante para queimá-lo com segurança, além de um agente ativante. No entanto, nós não recomendamos que você tente fazer uma ativação caseira!

Mesmo que seja de fato possível fabricar Carvão Ativado em seu quintal, você precisará optar por uma rota híbrida para tanto.

No caso, você deverá primeiro carbonizar sua matéria-prima e, então, concluir o processo por meio de uma ativação química.

Como é muito difícil atingir temperaturas tão elevadas quanto as necessárias para a ativação puramente térmica sem o auxílio de equipamentos industriais especializados, você acabará necessitando utilizar uma substância que possa promover o desenvolvimento da porosidade da sua fonte de carbono.

Isto quer dizer que você também deverá conduzir uma lavagem do seu Carvão Ativado após a etapa de produção, pois ele terá sido submetido à ação de químicos.

E, como você estará fazendo isso em casa e sem instrumentos para medir a concentração residual de compostos ativantes, há um risco de que taxas apreciáveis dessas espécies químicas permaneçam no seu Carvão Ativado (sem falar nas emissões de HPAs e de outras substâncias!).

Ademais, o Carvão Ativado caseiro não terá sido submetido a processos controlados de refinamento e modelagem dos seus grãos.

Portanto, não haverá forma alguma de garantir que sua abrasividade será baixa o suficiente para permitir que o produto seja usado para fins estéticos (como para um Clareamento Dental).

Contudo, se você realmente quiser correr o risco e fazer seu próprio Carvão Ativado em casa, confira abaixo um passo a passo traduzido e adaptado do site WikiHow:

Passo a Passo para fazer Carvão Ativado em Casa:

Parte 1 – Preparando o carvão (pré-ativação)

  1. Consiga um local em que você possa aquecer a matéria-prima o bastante para carbonizá-la. Você pode construir uma fogueira de tamanho médio no seu quintal ou utilizar uma lareira;
  2. Encha uma panela de metal com pedaços da sua fonte de carbono (madeira, casca de coco etc.) e feche-a com uma tampa. A tampa deverá possuir algum dispositivo que permita a passagem de um fluxo limitado de ar para o interior da panela (você pode usar uma chaleira de camping, como esta). Ah, não se esqueça de que sua matéria-prima precisará estar o mais seca possível, OK?
  3. Deixe sua panela no fogo por entre 3 e 5 horas. No decorrer desse período, você deverá observar a saída de fumaça e gases através do dispositivo de passagem de ar. Assim que esses gases deixarem de ser liberados pela panela, o processo de carbonização provavelmente já terá se completado;
  4. Aguarde até o seu carvão se resfriar e, após isso, lave-o com água para remover as cinzas e os demais resíduos. Em seguida, escoe a água;
  5. Moa o carvão da melhor forma que conseguir. Você pode utilizar um pilão ou guardar os pedaços de carvão numa sacola e esmagar os pedaços com um martelo ou batedor de carne;
  6. Coloque ou mantenha o pó num recipiente aberto e espere-o secar por aproximadamente 24 h. Só prossiga para a parte 2 do tutorial se seu carvão estiver bem seco.

Parte 2 – Ativando quimicamente o seu carvão

Agente ativante recomendado: cloreto de cálcio. Você também pode usar suco de limão (que contém espécies ácidas) para ativar o seu carvão.

  1. Misture o cloreto de cálcio com água numa proporção de 1:3. Você deverá preparar a mistura em quantidade suficiente para cobrir por completo seus pedaços de carvão (tome cuidado, pois a solução desse cloreto tende a ser muito quente!);
  2. Coloque o pó de carvão num recipiente de vidro ou aço inoxidável e acrescente pouco a pouco o seu agente ativante, sempre mexendo a mistura com uma colher. Quando o conteúdo do recipiente assumir uma consistência pastosa, pare de adicionar o ativante;
  3. Cubra o recipiente e deixe-o “repousar” por 24h. Após esse intervalo, escoe o máximo de líquido possível;
  4. Retorne seu carvão úmido (por conta da solução ativante) para a panela e coloque-a no fogo outra vez por 3 horas. A temperatura da chama deve ser elevada ao ponto de promover uma vaporização completa da água;
  5. Prontinho! Agora você tem uma amostra de Carvão Ativado caseiro. Se puder, examine a composição química dela cuidadosamente antes de utilizá-la.

Você já sabe que a ativação serve para desenvolver a porosidade da matéria-prima e magnificar sua capacidade de adsorção (com efeito, você já sabe até como fazer seu próprio Carvão Ativado em casa!).

Aproveite agora para conferir mais informações sobre o fenômeno eletrostático que justifica todo o esforço envolvido na fabricação do Carvão Ativado!

Afinal, o que é adsorção?

Em termos um tanto grosseiros, a adsorção (com “d” mesmo!) é um fenômeno que ocorre quando um material atrai outro por meio de interações eletrostáticas, “grudando-o” à sua superfície.

Tal fenômeno distingue-se da mais conhecida “absorção”, da seguinte maneira:

“Adsorção” x “Absorção”

Embora parecidas, essas palavrinhas fazem referência a conceitos bastante diferentes! Confira:

Adsorção:

A adsorção é, em essência, um fenômeno de superfície. Ela é comumente definida como um processo no qual moléculas de um líquido ou gás são transferidas para a superfície de um sólido. Essa transferência dá-se através de interações eletrostáticas, que podem ter naturezas diversas a depender das características químicas do adsorvente (material que adsorve outro) e do adsorbato (material adsorvido).

Na adsorção, são observadas as interações entre as partículas num nível apenas superficial. Em outras palavras, o adsorbato não “atravessa” o adsorvente, permanecendo apenas aderido a ele.

É importante acrescentar que, na literatura, há registros da ocorrência desse fenômeno entre sólidos (isto é, situações nas quais o adsorbato encontra-se inicialmente aderido a uma fase sólida e o adsorvente também é um sólido).

No GIF abaixo, você pode observar uma animação representativa do processo de “adsorção”:

Na adsorção, que é o que o Carvão Ativado faz, as partículas ficam aderidas à superfície do material!
A adsorção acontece por meio de interações superficiais entre o adsorvente e o adsorbato!

Absorção:

A absorção, por sua vez, envolve o volume do sorvente, ao invés de só a sua superfície. Neste fenômeno, o material absorvente “engloba” o absorvido e isto é percebido em nível macroscópico.

Você pode visualizar o processo de absorção ao imaginar a ação de uma esponja em contato com um líquido:

Na absorção, o volume do material "engloba" as partículas absorvidas!
Na “absorção”, o absorbato penetra a estrutura do absorvente.

Em termos práticos, ao passo que a “adsorção” ocorre em nível superficial e o adsorvente não “atravessa” o adsorbato, na “absorção” o que se verifica é justamente o contrário.

Como já discutimos um pouco sobre as diferenças entre “adsorção” e “absorção”, vamos te explicar melhor sobre a primeira!

Tipos de Adsorção

Conforme mencionamos há alguns parágrafos, a adsorção envolve o estabelecimento de interações eletrostáticas entre o adsorvente e o adsorbato.

Tais interações podem ser mais ou menos intensas ou eficazes, a depender da natureza química das espécies envolvidas.

De forma resumida, algumas instâncias de adsorção vão envolver somente uma atração intermolecular entre o adsorvente e o adsorbato, sem que eles reajam entre si.

Contudo, pode haver uma afinidade entre as substâncias tal que, junto a um contexto energético favorável, seja possível que se processe uma reação química propriamente dita. Veja abaixo uma breve comparação entre os tipos de adsorção:

Adsorção Física ou “Fisissorção”

Quando contato entre o adsorvente e o adsorbato dá-se por meio de interações eletrostáticas de magnitude reduzida (que não são capazes de gerar uma reação química), é dito que ocorre uma “adsorção física”.

Isto significa que ambos os materiais retêm por completo suas características químicas originais, ficando apenas aderidos um ao outro.

Na fisissorção, o adsorbato costuma ser atraído pelo adsorvente por meio de variações momentâneas na distribuição de cargas elétricas deste. Este é um conceito bem explicado pela Química, mas não vamos nos aprofundar nele neste texto.

O que você pode achar interessante saber é que, em se tratando da adsorção física, não existe um “local preferido” de interação entre a molécula adsorvida e o material adsorvedor.

Basicamente, o adsorbato pode “passear” pela superfície do adsorvente, pois a atração elétrica estabelecida entre eles não tende a variar a depender da posição.

O elemento que governa esse fenômeno é, em essência, a porosidade do adsorvente. A porosidade é definida como a relação entre o volume de espaços vazios de uma partícula e o volume total desta.

Portanto, a porosidade é um indicativo do quanto uma partícula adsorvedora tem de espaço para “guardar” moléculas.

Mais sobre porosidade e adsorção

Como a adsorção não envolve uma passagem de substâncias para dentro uma da outra, ela por vezes demanda a existência de “continuações da superfície” para acontecer de forma satisfatória.

A princípio, essas ideias podem parecer um pouco complicadas de visualizar. No entanto, se observarmos a figura a seguir, poderemos ter uma noção melhor de por que isso é verdade:

Quanto mais poroso for o Carvão Ativado, mais espaço ele terá para remover impurezas!
À direita (c), temos um adsorvente sem poros. Note que só podemos “aproveitar” a área mais externa dele para colocar adsorbatos. Por outro lado, as partículas sinalizadas em (a) e (b) possuem continuações de suas superfícies na forma de poros, o que lhes confere mais “espaço” para “guardar” moléculas. (Fonte: Dai et al., 2016)

A essa altura, as peças já devem estar começando a se encaixar melhor, não é mesmo? Pois é: quanto mais poros um adsorvente possuir, mais eficaz ele tenderá a ser!

E é em parte por isso que o Carvão Ativado é tido como um dos melhores materiais adsorvedores. Sua porosidade é tão elevada que, em certos casos, 2 g deste produto consegue ter uma área disponível para adsorção equivalente a metade do tamanho do Maracanã!

Você sabia que 2 g de Carvão Ativado podem equivaler a cerca de metade de um campo de futebol em termos de espaço?
Cortesia do Instagram da Carvvo!

Por fim, aqui vai uma curiosidade: como o Carvão Ativado do Carvvo é produzido através da Ativação Térmica e não é submetido a alterações químicas na sua superfície após sua fabricação, ele opera por adsorção física!

Vamos te falar melhor sobre a adsorção química no trecho a seguir!

Adsorção Química ou “Quimissorção”

Como o próprio nome já diz, a adsorção química é um fenômeno no qual se dá uma reação química entre o adsorvente e o adsorbato no ponto em que eles se encontram!

Com efeito, na quimissorção, ocorre um compartilhamento de elétrons ou contato iônico entre a substância adsorvida e a superfície adsorvedora, criando uma interação muito mais intensa do que a verificada na adsorção física.

Além disso, a adsorção química destaca-se por ser localizada. Isto quer dizer que ela não se processa em “qualquer lugar” do adsorvente, mas, sim, na região dele que possua maior afinidade pelo adsorbato.

O Carvão Ativado pode facilmente passar a operar por quimissorção caso sofra modificações em sua superfície. Carvões Ativados com tais alterações recebem o nome de “impregnados”.

A impregnação do Carvão Ativado nada mais é do que a distribuição de moléculas de determinada espécie química sobre a superfície dos poros do material.

O Carvão Ativado impregnado passa, então, a apresentar locais em seus poros contendo a nova espécie química, que pode reagir com determinados adsorbatos.

A vantagem da impregnação é permitir que o adsorvente possa remover certas substâncias com mais eficiência, como certos metais pesados, através de interações eletrostáticas de maior magnitude.

Curiosidade: o Carvão Ativado pode remover micro-organismos por adsorção!

Se você achava que o Carvão Ativado “só” servia para retirar substâncias indesejadas, aqui vai a surpresa! Esse adsorvente também consegue agir sobre micro-organismos, como bactérias que causam doenças perigosas.

Um exemplo dessa ação antimicrobiana é descrito neste artigo publicado em 2019. Segundo o texto, o Carvão Ativado é capaz de adsorver fisicamente bactérias da espécie Pseudomonas stutzeri, que ocasionalmente pode causar graves infecções.

Tal fenômeno só é possível devido ao fato de o revestimento celular de uma bactéria possuir (como as membranas das suas células) uma distribuição de cargas elétricas.

Assim, quando em proximidade com a superfície do Carvão Ativado, uma bactéria pode induzir a ocorrência de interações eletrostáticas de baixa magnitude, possibilitando sua própria adsorção.

Agora que você já entende bem como a adsorção funciona, descubra diversas aplicações do Carvão Ativado que fazem uso dela!

Para que serve o Carvão Ativado?

O Carvão Ativado possui inúmeras aplicações cientificamente comprovadas, que vão desde o ramo da Medicina até o da Engenharia (passando, é claro, pela Odontologia)! Por exemplo, esse produto é muito utilizado para tratar intoxicações, filtrar meios líquidos e gasosos, remover impurezas da pele e para clarear os dentes.

Citaremos brevemente alguns dos usos desse material, dividindo-os por área do conhecimento. Confira!

Usos Médicos do Carvão Ativado

Sem dúvida alguma, a função mais conhecida do Carvão Ativado é a sua capacidade de prevenir intoxicações. De acordo com décadas de extensa pesquisa médica, quando administrado em até 1 ou 2 horas após a ingestão de certas toxinas, esse produto consegue impedir com sucesso que elas sejam absorvidas pelo intestino.

Basicamente, o que ocorre é que o Carvão Ativado não é digerido por nosso organismo, isto é, ele apenas “passa” através do sistema digestório adsorvendo variadas substâncias pelo caminho.

Assim, quando um paciente que está sofrendo uma overdose de determinado composto, como um medicamento, ingere Carvão Ativado, este material atrai para si as moléculas desse composto, evitando a absorção delas.

Uma revisão de literatura conduzida pelo portal “Natural Medicine Journal” (“Periódico da Medicina Natural”) provê mais informações acerca dos usos medicinais do Carvão Ativado.

Conforme a publicação, além de possuir uma eficaz ação desintoxicante, o Carvão Ativado:

-> É útil para o tratamento de diversos distúrbios gastrointestinais, incluindo diarreia, indigestão e excesso de gases. Em particular, há indícios de que o Carvão Ativado possa ser efetivo para aliviar quadros de diarreia causados por quimioterapia;

-> Pode tratar problemas nos rins e no fígado, reduzindo os níveis de ácidos de bile (você pode conferir mais informações a respeito do papel do Carvão Ativado em distúrbios hepáticos na seção “Gestantes podem usar Carvão Ativado?“);

-> Pode auxiliar na diminuição do colesterol;

-> Tem sido investigado como alternativa para minimizar os efeitos colaterais negativos da quimioterapia;

-> Pode prevenir problemas de icterícia em recém-nascidos.

Outras evidências científicas de usos médicos do Carvão Ativado

Trouxemos para você algumas informações adicionais sobre alguns usos médicos do Carvão Ativado já citados e sobre outras aplicações.

Tratamento de Distúrbios Gastrointestinais em geral

Em relação à aplicabilidade do Carvão Ativado para o tratamento de condições gastrointestinais, existe um suporte científico considerável.

Em 2011, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos emitiu uma “Opinião Científica” a respeito do papel do Carvão Ativado na redução dos gases intestinais.

Segundo a instituição, para que os benefícios gástricos do Carvão Ativado sejam obtidos, deve-se ingerir 1 g desse material 30 minutos antes das refeições e 1g logo após o término delas.

Também há evidências de que o Carvão Ativado seja eficaz para o tratamento da “Síndrome do Intestino Irritável”. Esta condição caracteriza-se por provocar dores abdominais, inchaço e episódios de prisão de ventre ou diarreia.

Com base em experimentos com medicações à base de Carvão Ativado, pode-se concluir que esse adsorvente é um ótimo removedor das toxinas e substâncias associadas à referida síndrome.

Adsorção de bactérias perigosas da espécie Escherichia coli e de suas toxinas

Alguns tipos de bactérias da espécie Escherichia coli são muito conhecidos por causarem distúrbios gastrointestinais desconfortáveis ou perigosos.

A depender de qual micro-organismo o paciente contraia, ele pode passar a sofrer com diarreias e, em casos mais severos, hemorragias.

Dada a gravidade dessas infecções, um grupo de pesquisadores decidiu verificar se o Carvão Ativado seria capaz de retirar as Escherichia coli do organismo através da adsorção.

Os resultados foram ainda melhores do que o que se esperava. O Carvão Ativado não só se mostrou um adsorvedor eficiente para essas bactérias como, também, conseguiu remover as toxinas que elas produziram!

Proteção da flora intestinal

Apesar de os antibióticos exercerem um papel importante para a preservação da saúde, seu uso acarreta algumas consequências indesejadas.

Uma delas é a eliminação de bactérias que são essenciais para que o organismo consiga desempenhar suas funções, como as que auxiliam na digestão.

A fim de minimizar os impactos dos antibióticos na flora bacteriana do intestino, pesquisadores de várias universidades se uniram para avaliar se o Carvão Ativado conseguiria adsorver esses remédios e “cortar” seus efeitos.

O estudo concluiu que, de fato, esse material adsorvedor adsorve com sucesso antibióticos, podendo ser utilizados para prevenir situações adversas decorrentes do uso deles.

Observação Importante: você não deve utilizar o Carvão Ativado sem consultar o seu médico durante um tratamento com antibióticos!

Somente um profissional saberá lhe dizer a hora certa para a administração desse adsorvente. Caso você decida sair por aí ingerindo Carvão Ativado de qualquer jeito, ele poderá acabar removendo o antibiótico do seu organismo antes mesmo de este fazer efeito sobre as bactérias perigosas!

Tratamento de doenças renais graves

O Carvão Ativado tem sido extensamente estudado por seus benefícios para pacientes com doenças renais em estágio avançado.

Um artigo publicado em 2009 relata a eficiência do Carvão Ativado na adsorção de toxinas que os rins, em situação de falência, tornam-se incapazes de filtrar adequadamente.

Uma pesquisa de 2018, por fim, registrou que a ingestão de Carvão Ativado contribui para adiar o surgimento de complicações comuns a doenças renais crônicas através da adsorção das espécies químicas que se acumulam no organismo por conta dessas síndromes.

Observações sobre o uso medicinal do Carvão Ativado

Faz-se importantíssimo reforçar que o Carvão Ativado se destaca em relação a outros métodos de desintoxicação graças ao seu elevado grau de segurança.

Com efeito, esse produto não costuma causar efeitos colaterais e a maior parte das ocorrências provocadas por seu uso são de simples tratamento.

É devido a isso que muitos consideram que a administração de Carvão Ativado a pacientes intoxicados pode ser feita até mesmo por indivíduos que não sejam da área médica, no intuito de garantir que a atuação desse produto se dê o mais cedo possível.

No entanto, como qualquer outro medicamento, o Carvão Ativado tem seus riscos (e alguns deles são consideráveis).

Nas seções de “Contraindicações” e “Efeitos Colaterais”, você descobrirá em quais circunstâncias o Carvão Ativado não pode ou não deve ser empregado e quais problemas podem advir do seu uso.

Usos odontológicos do Carvão Ativado

Nos últimos anos, o interesse pelas possíveis aplicações odontológicas do Carvão Ativado tem crescido de forma expressiva. Nesta subseção, trataremos das evidências científicas que embasam a adição desse adsorvente a materiais de higiene bucal!

Carvão Ativado para Clareamento Dental

É possível que o uso odontológico mais conhecido do Carvão Ativado seja a fabricação de Clareadores Dentais Naturais, como o Carvvo!

Graças à sua capacidade de adsorver pigmentos, a exemplo dos que se depositam sobre o esmalte como manchas extrínsecas, o Carvão Ativado tem sido considerado uma alternativa de estética dentária segura e acessível.

Na prática, esse material funciona como um “super dentifrício”, retirando o manchamento exterior do esmalte por meio de um efeito moderadamente abrasivo magnificado pela adsorção.

No entanto, se a ação de produtos como o Carvvo se resumisse a uma “simples” remoção maior de pigmentos, ela não poderia render a esses dentifrícios o título de “Clareador Dental“.

Afinal, os métodos tradicionais de Clareamento envolvem o uso de substâncias capazes de atravessar o esmalte e reagir com a matriz orgânica da dentina.

É teorizado que tais compostos promovam uma quebra das manchas em moléculas menores, que são mais “discretas” do ponto de vista cromático e, com frequência, conseguem difundir-se para fora da estrutura dental.

E, em tese, as reações químicas que se sucedem nesse processo definem o conceito de “Clareamento Dental” aqui no Brasil.

“Clareamento”, “Alvejamento” e “Branqueamento”

Todavia, a rigor, um termo mais correto para a ação das substâncias clareadoras seja “alvejamento”.

Em países como EUA e Austrália, o clareamento químico já é conhecido por esse nome, ao passo que a palavra “branqueamento” é formalmente empregada em referência a produtos como o Carvvo (como acontece também por aqui, mas com uma ressalva).

A questão é que, da mesma forma que a palavra “clareamento” é utilizada de modo informal pelos brasileiros, lá fora, isso ocorre com a expressão “branqueamento”.

Em resumo:

  1. Clareamento químico ou “alvejamento” é a melhoria da coloração dental por meio da ação de peróxidos (substâncias “clareadoras”), que agem sobre a estrutura do dente como um todo;
  2. “Branqueamento” é a melhoria da coloração dental por meio da ação superficial de certos produtos, como os abrasivos. Estes materiais operam retirando apenas as manchas da superfície do esmalte.

Devido ao fato de o Carvão Ativado utilizado como Clareador Dental, como o do Carvvo, ser sempre obtido por ativação térmica e não passa por qualquer processo de impregnação (por questões de segurança), espera-se que ele aja apenas por fisissorção.

Em outras palavras, esse tipo de produto retira as substâncias indesejadas da cavidade oral sem promover reações químicas com elas. E isso se estende às manchas externas dos dentes.

Portanto, com base somente nas definições apresentadas nesta subseção, produtos como o Carvvo deveriam ser chamados de “Branqueadores Dentais”.

Se é assim, então por que o Carvvo é chamado de “Clareador Dental”?

Na prática, dentifrícios como o Carvvo estabelecem interações eletrostáticas com as espécies químicas e biológicas que revestem os dentes, como você já viu.

Isto faz que as impurezas sejam retiradas pelo produto com uma eficiência muito superior à esperada para materiais de índices de abrasividade similares, como os cremes dentais comuns.

O resultado desse fenômeno é que o Carvvo pode deixar os dentes mais brancos ao ponto de a variação de cor promovida por ele poder ser considerada um efeito “clareador”.

Você pode se informar melhor sobre a terminologia utilizada para Clareadores Dentais e o critério de análise de variação total de cor clicando aqui.

O que você precisa realmente saber é que existe um limite de mudança na cor dos dentes a partir do qual os Dentistas consideram que houve um “Clareamento”.

Por isso, dentifrícios branqueadores que conseguem provocar uma alteração tão expressiva na coloração do esmalte podem ser “rebatizados” e tratados como produtos Clareadores!

Para que você tivesse uma ideia da eficácia com a qual o Carvvo deixa os dentes mais brancos, trouxemos algumas fotos de “Antes e Depois” de Clientes que utilizaram nosso dentifrício:

E aí? Você também acha que, com resultados como estes, nosso pozinho merece ser conhecido como um “Clareador Dental Natural”?

P.S.: Você pode conferir um Estudo Clínico que comprova que o Carvvo promove uma variação total de cor nos dentes que o torna digno de ser chamado de “Clareador Dental” clicando aqui.

Carvão Ativado para Eliminar Mau Hálito

Você sabia que, em 90% dos casos, o Mau Hálito é originado pela presença na cavidade oral de algumas das substâncias que dão aos esgotos aquele “odor característico”?

Essas espécies químicas são denominadas “Compostos Voláteis de Enxofre” e são produzidas pelas bactérias que atacam os tecidos que sustentam os dentes.

Por sorte, esses compostos apresentam afinidade pelo Carvão Ativado, o que torna este adsorvente uma das primeiras escolhas quando o assunto é a desodorização de ambientes!

Em relação especificamente ao problema de halitose, o princípio é, em essência, o mesmo: como sugerido num artigo de 2013 (sem versão disponível em português), o Carvão Ativado combate o mau hálito ao adsorver os Compostos Voláteis de Enxofre.

E é por isso que muitos dos clientes daqui da Carvvo relatam uma melhora significativa no odor de seu hálito logo nos primeiros usos do produto!  

Carvão Ativado como revestimento de Cerdas de Escovas de Dente

O Carvão Ativado também tem sido muito utilizado para revestir as cerdas de escovas de dente, a fim de prevenir a contaminação delas por bactérias bucais.

De acordo com um estudo conduzido em 2018, escovas cujas cerdas foram revestidas com Carvão Ativado possuem 50% menos Unidades Formadoras de Colônias de Bactérias.

Além disso, as cerdas de Carvão Ativado criam uma “Zona de Proteção” ao seu redor 3x maior, inibindo a proliferação de micro-organismos.

A figura abaixo evidencia a diferença de desempenho antibacteriano entre as cerdas revestidas e as cerdas comuns:

As cerdas revestidas com Carvão Ativado têm uma zona de proteção contra bactérias que é 3x maior!
O círculo laranja representa a “Zona Antibacteriana” ao redor das cerdas das escovas. Note que as cerdas revestidas com Carvão Ativado estão 3x mais protegidas! (Fonte: Thamke et al.)

Se você já estava se empolgando com todos esses benefícios do Carvão Ativado para a sua saúde como um todo, aproveite e descubra como esse adsorvente pode te ajudar a cuidar da sua pele também!

Usos estéticos do Carvão Ativado

Por conta de sua elevadíssima capacidade de adsorção de impurezas e micro-organismos, o Carvão Ativado tem sido muito utilizado em produtos para a pele e o cabelo.

Apesar de o marketing de tais produtos basear-se em conclusões lógicas, como uma possível retirada por adsorção de bactérias perigosas da pele e de moléculas que estejam obstruindo os poros desta, ainda há uma quantidade limitada de evidências científicas a respeito do tema.

De fato, encontramos somente um artigo tratando da eficiência do Carvão Ativado em produtos para a pele. No estudo em questão, pesquisadores indianos propuseram a formulação de uma “máscara peel-off” à base desse adsorvente.

As máscaras peel-off são produtos deixados sobre o rosto por determinado período (em geral, 15 ou 20 minutos) e, após isso, “puxados” da pele.

O objetivo dessas máscaras é ajudar na remoção de células mortas e impurezas da pele, conferindo-lhe mais brilho e firmeza.

E, ao que indica a referência científica que mencionamos, o Carvão Ativado mais do que cumpre esse papel! A formulação final do produto, contendo apenas 1% desse adsorvente, mostrou-se apta a :

  1. Alargar temporariamente os poros do rosto, promovendo uma excelente limpeza;
  2. Fazê-lo de forma 100% segura, não causando qualquer tipo de irritação na pele.

Aplicações do Carvão Ativado na Engenharia e em outras áreas

O Carvão Ativado traz, ainda, contribuições importantíssimas para a Engenharia e para o cotidiano, como você já vai descobrir!

Filtração de água e efluentes

Um dos usos mais difundidos do Carvão Ativado que não têm relação direta com a Medicina é a sua capacidade de filtrar meios líquidos e gasosos (destes falaremos melhor adiante).

Através da adsorção, esse produto consegue remover os mais diversos poluentes, como bactérias, metais pesados e corantes, de forma segura e eficaz.

É por isso que o Carvão Ativado tem sido largamente empregado na fabricação de filtros de água. E há uma extensa base de artigos científicos que reiteram tal aplicação!

Por exemplo, um estudo publicado em 2014 confirmou que esse adsorvente é capaz de remover bactérias coliformes da água.

Ademais, o Carvão Ativado, segundo a mesma pesquisa, também retira compostos orgânicos cancerígenos que se formam na água tratada com cloro, deixando-a mais própria para consumo.

Quanto à adsorção de metais pesados, ela costuma ser conduzida com Carvões Ativados impregnados (que foram submetidos a modificações em sua superfície), pois a impregnação tende a potencializar a interação do adsorvente com os íons, fazendo que eles sejam retirados por quimissorção.

Todavia, há instâncias registradas na literatura em que, mesmo para produtos impregnados, o mecanismo adsortivo de metais pesados predominante foi o de fisissorção.

Por fim, você pode checar mais informações sobre a adsorção de corantes por Carvão Ativado neste estudo de 2019.

De acordo com os autores da referida pesquisa, esse fenômeno é de natureza física. Ou seja, as interações entre o Carvão Ativado e as moléculas dos pigmentos têm caráter intermolecular e não resultam em reações químicas.

Retirada de Compostos Voláteis de Enxofre do ar e de efluentes aquáticos

Como citamos no trecho acerca dos Usos Odontológicos do Carvão Ativado, este material é capaz de adsorver substâncias de odor desagradável chamadas “Compostos Voláteis de Enxofre“.

Muito conhecidas por causar problemas de halitose, essas espécies químicas são tidas como poluentes pelos ambientalistas, pois mostram-se tóxicas tanto para seres humanos quanto para outros animais.

Por conta disso, o Carvão Ativado é um material largamente empregado para a filtração do ar e de efluentes aquáticos contaminados por Compostos Voláteis de Enxofre.

Controle de ácaros

A última aplicação do Carvão Ativado que mencionaremos é bastante curiosa: esse adsorvente é um ótimo material para o controle de infestações de ácaros!

Pode parecer estranho, mas há relatos científicos de que o Carvão Ativado ajude a resolver problemas com esses aracnídeos inoportunos de duas maneiras:

  1. Uma pesquisa de 2012 testou os efeitos de fibras revestidas com Carvão Ativado sobre diversos ácaros. Os autores do estudo verificaram que, em contato com as fibras, esses seres “encolhiam” até não mais ter vida. A hipótese levantada para explicar tal fenômeno foi a de que o Carvão Ativado pode ter desidratado os ácaros ao adsorver a água de seu organismo;
  2. Outro trabalho acadêmico propôs-se a avaliar a eficiência dos “Travesseiros Anti-Alergênicos” infundidos com Carvão Ativado no controle da proliferação de ácaros. Conforme o observado pelos pesquisadores, a taxa de reprodução desses aracnídeos foi substancialmente reduzida. Essa ocorrência foi atribuída a uma possível ingestão do Carvão Ativado pelos ácaros, que teria provocado o entupimento dos pequenos sistemas digestórios deles.
Os travesseiros de Carvão Ativado são considerados ótimos para quem sofre de alergias respiratórias.
Você pode encontrar o “Travesseiro de Carvão Ativado” no site da Amazon.

Lista dos Principais Benefícios do Carvão Ativado

Falamos um bocado sobre os inúmeros usos do Carvão Ativado, não é mesmo? Para que você não se perca, reunimos uma listinha com os Principais Benefícios desse produto:

-> É um desintoxicante prático e considerado mais efetivo do que procedimentos de lavagem gástrica de um modo geral. Além disso, é também tido como a alternativa mais segura para este tipo de ocorrência médica, contanto que as condições ótimas de aplicação sejam observadas;

-> É útil para indivíduos que sofram com inchaço abdominal e problemas com gases;

-> Pode tratar a Síndrome do Intestino Irritável;

-> Adsorve bactérias e toxinas perigosas, que podem causar infecções;

-> Protege a flora bacteriana intestinal;

-> Pode auxiliar no tratamento de distúrbios hepáticos ou renais graves;

-> Pode ajudar na remoção de cravos e espinhas;

-> Quando preparado de forma correta, Clareia os Dentes Naturalmente em até 3 Tons;

-> Adsorve os gases que causam o Mau Hálito;

-> Inibe a proliferação de micro-organismos patogênicos bucais;

-> É um filtro eficiente e seguro para meios líquidos e gasosos, destacando-se por ser um material versátil e de custo-benefício ajustável;

-> Pode ser de grande ajuda para indivíduos com alergias respiratórias, pois limita a reprodução de ácaros e os elimina.

Já relembramos os Principais Benefícios do Carvão Ativado junto com você! Contudo, devemos te avisar que não é sempre que se pode ou deve lançar mão desse adsorvente.

Descubra a seguir as contraindicações do Carvão Ativado!

Contraindicações do Carvão Ativado

Não existe remédio que não tenha suas contraindicações, certo?

E, por mais que o Carvão Ativado seja considerado tão seguro que sua administração possa ser conduzida até por pessoas que não são da área médica, esse produto não é indicado para todas as pessoas e não é capaz de tratar todos os casos de intoxicação!

Segundo um artigo atualizado em 2020, o Carvão Ativado é contraindicado nas seguintes situações:

-> Se o paciente estiver com as vias aéreas desprotegidas sem intubação endotraqueal. Um paciente com níveis de consciência debilitados que não estejam devidamente assistidos podem acabar aspirando o Carvão Ativado e sofrendo complicações perigosas;

-> Se o Carvão Ativado puder aumentar o risco ou a severidade de aspiração de uma toxina (por exemplo, hidrocarbonetos com elevado potencial de aspiração);

-> Quando existir o risco de ocorrer uma perfuração ou hemorragia do trato gastrointestinal (oriunda de um procedimento cirúrgico ou condição específica de saúde);

-> Se houver a probabilidade de o paciente ser submetido a uma endoscopia, pois o Carvão Ativado poderá comprometer a visualização do trato gastrointestinal;

-> Caso o paciente esteja com algum tipo de obstrução intestinal;

-> Se a toxina responsável pelo envenenamento não possuir uma afinidade significativa pelo Carvão Ativado Medicinal.

Você também deve tomar cuidados extras se precisar utilizar o Carvão Ativado enquanto faz tratamentos de suplementação vitamínica ou que necessitem do uso prolongado de medicamentos, pois esse produto pode interferir no funcionamento deles.

É sabido que, por meio da adsorção, o Carvão Ativado consegue reter certas drogas em sua superfície, impedindo que o organismo as absorva.

Por isso, se você estiver fazendo uso regular de algum remédio, consulte seu Médico antes de incluir cápsulas de Carvão Ativado na sua rotina!

Gestantes podem fazer uso do Carvão Ativado?

Conforme as informações disponíveis no portal especializado Consulta Remédios, mulheres grávidas só devem fazer uso do Carvão Ativado sob orientação expressa de um Profissional de Saúde.

Todavia, é interessante referenciar um caso de sucesso na literatura especializada acerca do tema!

Um estudo preliminar publicado em 1994 avaliou a eficiência do Carvão Ativado no combate a uma condição conhecida como “colestase gravídica” ou “colestase obstétrica”.

A colestase é uma doença hepática caracterizada por um bloqueio total ou parcial do fluxo de bile, que é um fluido produzido pelo fígado de grande importância na digestão.

Quando a passagem da bile é dificultada, o indivíduo pode apresentar sintomas como dores, fadiga e um amarelamento da pele.

Mulheres grávidas acabam se mostrando razoavelmente suscetíveis a desenvolver esse problema, possivelmente por conta das alterações hormonais típicas da gestação.

Quanto ao estudo sobre a eficácia do Carvão Ativado para o tratamento da colestase gravídica, seus resultados foram promissores. O produto foi capaz de reduzir os níveis de ácidos liberados por conta do distúrbio sem causar qualquer efeito indesejado nas voluntárias, cujas gestações foram bem-sucedidas.

Por fim, o portal de saúde Mayo Clinic traz dados complementares sobre o uso do Carvão Ativado por gestantes:

-> Não há registros de que o Carvão Ativado cause problemas na gravidez;

-> Não há registros de que o uso de Carvão Ativado por lactantes seja perigoso para bebês.

Mas, pelo sim ou pelo não, nossa recomendação é uma só: antes de utilizar Carvão Ativado ou qualquer outro remédio, consulte seu Médico e seu Dentista!

Efeitos Colaterais do Carvão Ativado

A mesma regra das contraindicações vale aqui. Afinal, por mais seguro que um produto seja, ele sempre terá uma chance de causar efeitos indesejados, não é mesmo?

E isso acontece até com alimentos naturais considerados por muitos como 100% saudáveis, como a banana!

O que queremos dizer é que o Carvão Ativado, como tudo na vida, vai lhe fazer bem se for tomado na dosagem certa e se você não tiver algum tipo de alergia a esse material (vale lembrar que o Carvão Ativado pode ser eficaz para a prevenção de reações alérgicas alimentares!) ou condição de saúde que torne sua administração não-recomendável.

De acordo com o portal de saúde Mayo Clinic, a ingestão de Carvão Ativado pode ocasionar:

-> Enegrecimento das fezes;

-> Dor ou inchaço abdominal;

-> Diarreia;

-> Prisão de ventre;

-> Vômitos.

Um efeito colateral bastante raro, mas que já foi registrado na literatura, é uma ocasional obstrução do intestino delgado.

Um estudo de caso acerca desse incidente constatou que a administração de múltiplas doses de Carvão Ativado em pacientes sob o efeito de medicamentos que reduzem os movimentos intestinais deve ser feita com cuidado, pois pode levar a obstruções.

O Carvão Ativado faz mal?

Em geral, não. Conforme as evidências científicas reunidas neste texto, o Carvão Ativado pode ser considerado um dos medicamentos e materiais de higiene e estética mais seguros que existem.

Todavia, como qualquer outro produto, o Carvão Ativado precisa ser administrado de forma correta para garantir que nenhum efeito adverso decorrerá do seu uso.

Por fim, faz-se importante reforçar que pessoas que estejam realizando um tratamento que envolva o uso prolongado de medicações devem tomar um cuidado especial com esse adsorvente, de modo a evitar que este “corte” o efeito dos remédios.

Curiosidade: o Carvão Ativado emagrece?

Apesar de todas as evidências científicas que dão suporte às mais variadas aplicações do Carvão Ativado, parece que o emagrecimento não é uma delas.

Até o momento da escrita deste post, não foram encontradas publicações acerca de um possível efeito desse produto sobre a perda de peso.

É bem verdade que, como explicamos em seções anteriores, o Carvão Ativado pode ser útil para o tratamento de inchaços e do acúmulo de gases abdominais.

Todavia, isso não implica que ele seja efetivo para impedir o ganho de massa corporal. Para que isso ocorresse de forma eficiente e segura, algumas condições hipotéticas teriam que ser satisfeitas.

Em primeiro lugar, o produto provavelmente precisaria ser consumido após as refeições e em quantidades maiores do que as necessárias para evitar os problemas com o excesso de gases.

Além disso, ele também precisaria ser capaz de “encontrar” os ácidos graxos (moléculas que reagem com outras substâncias para formar gorduras) dentro do sistema digestório e adsorvê-los seletivamente.

Isto é, o Carvão Ativado teria que remover apenas o excesso indesejado de certos compostos, não afetando a absorção de nutrientes pelo intestino.

E, na prática, não é bem isso o que acontece. O que se verifica é que o Carvão Ativado pode adsorver certas vitaminas, como a E. Esse risco vai depender das características físico-químicas do adsorvente, como o tamanho dos seus poros.

No fim das contas, o que você precisa saber é que a chance de o Carvão Ativado contribuir para uma perda de peso é, ao que tudo indica, extremamente baixa (e possivelmente viria acompanhada de uma redução na absorção de nutrientes essenciais para o organismo)!

Enfim, ingerir Carvão Ativado faz mal?

A princípio, não (muito pelo contrário!). Diante de todas as evidências científicas e aplicações médicas do Carvão Ativado expostas no decorrer deste texto, pode-se entender que sua ingestão é segura desde que realizada nas seguintes condições:

-> Não haja risco de aspiração acidental do produto durante seu consumo;

-> O paciente não esteja se submetendo a um tratamento médico que envolva remédios que possam ser adsorvidos (e, por consequência, tenham seu efeito “cortado”) pelo Carvão Ativado;

-> O paciente não apresente problemas de constipação ou esteja com o trato gastrointestinal comprometido de alguma forma.

Qual o preço do Carvão Ativado?

O preço do Carvão Ativado vai depender muito da quantidade adquirida e do uso pretendido para o produto. Os comprimidos ou cápsulas medicinais de Carvão Ativado costumam custar entre cerca de R$10,00 e R$X.

Os sabonetes e máscaras para a pele, por sua vez, podem ser encontrados por a partir de aproximadamente R$6,00. Contudo, seus valores variam muito e podem ultrapassar facilmente a faixa dos R$60,00.((s( o R$6,00

Já os Clareadores Dentais à base desse material tendem a ser mais caros (com frequência superando a faixa dos R$100,00), devido ao fato de seu preparo exigir um cuidado maior em relação à morfologia e ao tamanho finais dos grãos.

Onde comprar Carvão Ativado

Se você quiser comprar Carvão Ativado, deverá escolher um fornecedor que comercialize esse produto na forma ideal para o uso pretendido.

Conforme explicamos em seções anteriores deste texto, o formato das unidades do Carvão Ativado vai exercer um impacto direto sobre a sua segurança para cada finalidade.

Por exemplo, se você estiver seguindo as orientações do seu Médico e acrescentando esse material à sua rotina para tratar distúrbios gastrointestinais, as cápsulas encontradas em farmácias, como as da marca Carverol, serão sua melhor opção.

Já se sua intenção for cuidar da sua pele, você pode comprar sabonetes ou máscaras faciais também em farmácias ou lojas especializadas, como a Orgânico Natural.

E, se você for do time do “Faça-Você-Mesmo”, existem muitas receitas caseiras de sabões faciais à base de Carvão Ativado, como esta aqui!

Por fim, confira a seguir onde comprar Carvão Ativado para Clarear seus Dentes!

Onde comprar Carvão Ativado para Clarear os Dentes

Caso esteja pretendendo utilizar o Carvão Ativado como um Clareador Dental, você deverá prestar um pouco mais de atenção, visto que esse tipo de produto exige certos parâmetros de segurança a mais.

Nos tópicos deste post a respeito dos usos odontológicos do Carvão Ativado do seu processo de ativação em si, explicamos sobre a relação entre a abrasividade e a segurança desse material.

Na prática, para que um Clareador Dental à base de Carvão Ativado seja considerado adequado para uso, ele precisará:

  1. Apresentar um índice de abrasividade (expresso por seu valor de RDA, como explicamos melhor neste texto) compatível com os padrões exigidos pelos Dentistas;
  2. Ser dermatologicamente testado, no intuito de assegurar que o produto é puro e foi fabricado de modo a não causar irritações na gengiva.

Como o Carvão Ativado possui formato e tamanho e composição altamente ajustáveis, pode ser que um Clareador Dental à base desse produto seja 100% seguro e o outro, não!

Portanto, confie apenas em dentifrícios clareadores que apresentem Comprovações Científicas de sua Eficácia e de sua Segurança (como o Carvvo) e seja Aprovado por Dentistas!

Você pode adquirir o nosso Clareador Dental Cientificamente Comprovado clicando no botão abaixo:

Como escovar os dentes com Carvão Ativado

Você deve escovar os dentes com Carvão Ativado utilizando uma escova de cerdas macias e fazendo movimentos muito suaves e circulares. Você também pode “pentear” os dentes de cima para baixo (na arcada superior) e de baixo para cima (na arcada inferior), sempre no sentido da zona próxima à gengiva rumo às extremidades dos dentes.

O Carvão Ativado prejudica os dentes?

A resposta direta é: depende. Como qualquer outro dentifrício, o Carvão Ativado precisa ser produzido e usado da forma correta para ser 100% seguro para os dentes. Você deve sempre checar se o RDA do Carvão Ativado é inferior a 250 e utilizá-lo conforme as instruções do fabricante.

Em geral, dentifrícios com RDA superior a 150 podem trazer algum dano às estruturas dentais ou à gengiva. Por isso, você não deve escovar os dentes com pós ou cremes dentais cujos índices de abrasividade ultrapassem esse valor.

Além disso, em se tratando de formulações em pó, você deverá tomar um pouco mais de cuidado na hora de higienizar os seus dentes, de modo a garantir que a pressão sobre a escova não será excessiva.

Agora que você já conhece melhor o modo de uso do Carvão Ativado como dentifrício, confira algumas informações mais específicas sobre como se deve utilizar o Carvvo!

Como se usa o Carvvo?

Usar o Carvvo é bem fácil! Você só precisa:

  1. Umedecer as cerdas da sua escova de dentes;
  2. Tocar o pó do Carvvo com as cerdas, até que as pontas estejam recobertas pelo produto;
  3. Escovar os dentes por entre 3 e 5 minutos;
  4. Utilizar o fio dental com um pouco de Carvvo ainda na boca (desse jeito, o fio levará os ingredientes do Carvvo para as regiões interdentais, potencializando a limpeza);
  5. Em seguida, escovar os dentes novamente com o creme dental de sua preferência!
Escovar os dentes com o Carvão Ativado da Carvvo é prático, rápido e seguro!
Seguindo todas as nossas orientações direitinho, você vai ficar com um Sorriso limpo e saudável (e até 3 Tons mais Brancos)!

Observação: você não deve utilizar cremes dentais clareadores em paralelo com o Carvvo, a fim de evitar que a abrasividade deles acabe trazendo algum risco para os seus dentes ou a sua gengiva.

Quantas vezes devo usar o Carvvo?

Você deve usar o Carvvo 2x por dia, pela manhã e pela noite, durante 14 dias. Após esse período, você poderá escovar seus dentes com o produto 2 ou 3 vezes por semana, visando a preservar seus resultados de limpeza e clareamento.

E este foi o nosso Super Post Especial com tudo o que você precisa saber sobre o Carvão Ativado! Fique de olho nas novidades do nosso blog e continue cuidando da sua saúde bucal!

Um abraço e até a próxima!

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