Um pote de Carvvo junto de um montinho do produto!

Descubra como é feito o carvão ativado!

OK, nós admitimos que o título deste post é um pouco brega, mas seu conteúdo é sem dúvida muito importante. Se estava pensando que poderia simplesmente pegar carvão de churrasqueira e esfregar nos dentes, este post é para você! O carvão comum, tanto o de origem vegetal como o mineral, não possui as propriedades adequadas para a higienização da sua boca e vai apenas danificar seu esmalte e “queimar sua língua” (não diga que não avisamos). Confira agora como é feito o carvão ativado utilizado no Carvvo!


Muita gente ainda duvida tanto da eficiência do carvão ativado quanto da sua grande diferença em relação ao carvão comum. Inclusive, “Ué? Que carvão ativado, que nada! Bota carvão de churrasco que o dente limpa igualzinho!” provavelmente está entre as frases mais ditas de 2019, ao menos na nossa página do Facebook.

Sabemos que não é mais do que nossa obrigação esclarecer quaisquer dúvidas em relação ao nosso produto e é por isso que já temos uma série de postagens explicando como ele funciona!

É importante reforçar que o Carvvo limpa seus dentes através de um processo conhecido como adsorção, que os grãos de carvão têm o tamanho ideal para uma higienização segura e que, é claro, os outros ingredientes do nosso pozinho também são incríveis!

Agora que você já conhece bem o Carvvo, fique à vontade para conferir como acontece a ativação do carvão!

“Aiiin, o que a ativação dos grãos faz de tããão importante assim?”

A resposta a essa pergunta está nas mudanças físicas que acontecem nos grãos de carvão quando eles são ativados!

A ativação faz que os grãos do carvão tenham poros maiores e, assim, possam atrair e segurar mais partículas de sujeira do que o carvão comum.

Um fofíssimo hamster correndo em sua rodinha.
Assim como este pequeno hamster, o carvão ativado trabalha mais!

“Isso quer dizer que o carvão comum ainda serve para a limpeza?” Na verdade, não! O carvão comum não deve ser empregado para fins de higienização da sua pele ou dos seus dentes!

Em breve faremos um post diferenciando de maneira mais precisa o carvão vegetal do mineral, mas você deve saber estes três motivos para nunca na sua vida utilizar carvão não ativado para fins estéticos

1. O carvão não ativado pode conter impurezas:

Independentemente do tipo de carvão, seu uso direto (sem o devido processo de ativação e pulverização) é, sim, perigoso.

O carvão mineral comum, por exemplo, é obtido na forma de minério e costuma vir acompanhado de diversos metais pesados ou, até mesmo, materiais radioativos! Apostamos que você não iria gostar de escovar os dentes com chumbo, não é mesmo?

O carvão vegetal não ativado, por sua vez, é essencialmente composto apenas por carbono. No entanto, isso não significa que você possa usar e abusar dele antes do processo de ativação, conforme veremos no item 2 desta lista!

2. É pau, é pedra, é o fim do dentinho:

Um dos maiores problemas que você pode encontrar caso decida desafiar o destino e utilizar carvão comum para a higienização bucal atende por um nome: abrasividade.

O carvão não processado é literalmente um pedregulho e pode fazer um verdadeiro desastre no seu esmalte!

Isso acontece porque esse tipo de carvão não é polido e pulverizado de modo a tornar-se um delicado pozinho.

Imagine que você estaria esfregando pedaços pontiagudos ou muito tortos de um material bem duro. Se duvidar, nem a escova sobreviveria para contar a história!

3. A adsorção do carvão comum nem é isso tudo:

Um dos objetivos da ativação do carvão é justamente aumentar a capacidade do material de adsorver impurezas.

A ativação consiste na remoção de compostos que estejam presos ao carvão, como derivados de petróleo ou outros resíduos que possam estar entupindo poros e, assim, ocupando um espaço que poderia estar disponível para atrair partículas de sujeira.

Isto significa que, antes da ativação, o carvão estará com boa parte da sua área ocupada por outros componentes, o que prejudicará a sua eficiência como agente de limpeza.

É por todos esses motivos que você sempre deve ter certeza de que o carvão que está usando foi devidamente ativado e pulverizado!

“OK, mas e como eu ativo o carvão? Posso fazer isso em casa?”

Primeiramente, deixaremos logo o aviso: não tente produzir carvão ativado para uso estético em casa!

Apesar de muitos sites ensinarem técnicas à primeira vista mirabolantes (mas corretas), muitas vezes envolvendo verdadeiros caldeirões de carvão, o simples processo de ativação pode não garantir que os grãos finais tenham um tamanho adequado!

Homem produzindo um verdadeiro tanque de carvão ativado.
Por via das dúvidas, é melhor não sair bancando o Walter White!

No caso das técnicas comumente encontradas na Internet, o carvão ativado produzido pode muito bem ser utilizado para filtrar água ou realizar outro procedimento de limpeza que não envolva sua pele ou sua boca.

Entretanto, você deve sempre se lembrar de que o controle da abrasividade é igualmente importante para que o carvão possa ser considerado 100% seguro!

É por isso que você não deve dar uma de personagem da série Breaking Bad e tentar produzir seu próprio dentifrício à base de carvão ativado.

Lembre-se sempre de só confiar em produtos de uso oral que sejam certificados quanto à sua abrasividade (o que, por sinal, o Carvvo é)!

Sem maiores enrolações, explicaremos agora como de fato é feito o carvão ativado! Normalmente, quaisquer materiais orgânicos que contenham carbono podem ser submetidos ao processo de ativação.

Entretanto, é fundamental que o carvão de origem não seja facilmente transformável em grafite ao sofrer um aquecimento, caso contrário a produção pode simplesmente dar errado e você acabar conseguindo apenas algumas pontas extras de lápis.

Além disso, alguns materiais ricos em carbono são mais facilmente ativáveis do que outros (ou mesmo mais baratos!).

Em geral, madeiras moles e não-resinosas podem ser transformadas com sucesso em um pó bastante fino e poroso.  Uma matéria-prima bastante popular é a casca de coco, que utilizamos para fazer o carvão ativado do Carvvo!

Em relação à ativação em si, ela pode ser feita das duas maneiras que descrevemos abaixo!

“Até que enfim vou saber como é feito o carvão ativado!”

O carvão ativado pode ser obtido através dos processos conhecidos como “ativação química” e “ativação térmica” (ou “ativação por vapor”):

1. Ativação química:

A ativação química é mais utilizada para ativar o carvão produzido a partir de pó de serragem, madeira, cascas de nozes ou turfa (material de origem vegetal parcialmente decomposto).

Neste procedimento, a matéria-prima é misturada a um composto químico conhecido como “agente ativante”, que costuma ser o ácido fosfórico. O papel desse composto é o de inchar o carvão e abrir a estrutura da celulose.

A mistura é, então, secada e carbonizada a uma temperatura entre 400ºC e 500ºC. O agente ativante é responsável por impedir que o material “encolha” ao longo do processo e, também, por ajudar a remover resíduos de água. Desta forma, o carvão ativado resultante consegue ser bastante poroso e eficiente!

Contudo, a ativação química tem o pequeno problema de ser, bem, química! Isso significa que, ao final do processo, ainda pode haver restos de íons do agente ativante.

Carvões quimicamente ativados tendem, por isso, a ser menos puros do que os termicamente ativados. Pelo sim ou pelo não, ainda bem que o Carvvo segue o segundo processo de ativação!

2. Ativação térmica:

A ativação térmica é um método bastante popular e versátil! Esse procedimento serve para obter tanto o carvão ativado do Carvvo quanto um carvão mineral ativado e é realizado em duas etapas.

A primeira fase desse método consiste na carbonização (decomposição térmica) de pedaços de tamanhos predefinidos da matéria-prima (por exemplo, a casca do coco) em uma atmosfera inerte (isto é, num ambiente em que o gás responsável pelo aquecimento não vai reagir com os gases liberados pelo material!).

O carvão do Carvvo é produzido a partir da ativação térmica da casca de coco.
Para você ver como as coisas mudam: o carvão ativado do Carvvo já foi casca de coco!

O objetivo desse aquecimento inicial é remover toda a água e os demais compostos voláteis (substâncias que se evaporam com facilidade) da estrutura do carvão.

Contudo, neste estágio os espaços do material que foram esvaziados ainda são muito pequenos e ineficientes para a adsorção de impurezas.  E é aí que entra a segunda etapa da ativação térmica!

Na segunda fase da ativação, o carvão é exposto a vapores d’água, de modo que ocorre uma reação química entre o carbono das paredes internas dos poros e o vapor.

Essa reação produz gases que saem da estrutura do carvão, provocando o crescimento dos poros e, por consequência, o aumento do espaço disponível para a futura adsorção de impurezas!

É interessante avisar que a ativação térmica origina pedaços de carvão ativado muito pequenos, que podem ser triturados ou, até mesmo, pulverizados, a depender do uso que se queira dar ao produto.

Para reforçar a diferença entre o carvão comum e o carvão ativado, trouxemos esta bela imagem:

O carvão comum apresenta poros muito pequenos. Já o carvão ativado possui poros muito maiores e, assim, sua capacidade de adsorção é mais eficiente.
Representação da diferença entre um grão de carvão comum e um grão de carvão ativado.

Pode-se dizer que o processo de ativação é parte do que dá ao Carvvo a sua maravilhosa capacidade de limpar os dentes de maneira 100% segura e eficiente!

Um pote de Carvvo, o primeiro clareador dental natural do Brasil!
Poderes cósmicos e fenomenais dentro de um pequeno potinho!

Com a união dos poderes do carvão ativado (e devidamente pulverizado), da argila kaolin e do óleo essencial de laranja, nosso pozinho consegue ser um verdadeiro guardião da sua saúde bucal! Para garantir o seu pote, é só clicar aqui!

Pronto! Você já sabe como é feito o carvão ativado e o que torna esse produto tão especial! Deixe nos comentários o que achou deste post e fique à vontade para fazer mais perguntas, conferir nossas referências e navegar pelo nosso blog!

Publicações científicas:

  1. https://www.sciencedirect.com/topics/chemistry/charcoal
  2. https://www.sciencedirect.com/topics/earth-and-planetary-sciences/activated-carbon
  3. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-66322009000100012
  4. http://cdn.intechopen.com/pdfs/30801/InTech-Thermal_treatments_and_activation_procedures_used_in_the_preparation_of_activated_carbons.pdf
  5. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0378382088900306
  6. http://www.scielo.br/pdf/rarv/v37n6/17.pdf

Para saber mais:

  1. https://www.primalsurvivor.net/diy-activated-charcoal/
  2. https://www.watertechonline.com/the-basics-of-activated-carbon-adsorption/
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